Lixo, casas noturnas, tráfico e vandalismo. A lista de preocupações de quem vive no Centro da Capital é extensa, segundo a associação de moradores, que há anos reivindica revitalização e segurança pública. Uma reunião na próxima semana vai definir os passos da entidade.
Conforme o presidente do Conselho da associação, João Helbio Antunes, a existência de camelôs e comerciantes irregulares está sob controle. O problema, hoje em dia, é o funcionamento de casas noturnas clandestinas, principalmente nas proximidades da Riachuelo, Marechal Floriano e Salgado Filho. "Os moradores se sentem inseguros por causa do tráfico e dos atos de vandalismo".
Para tentar reverter o quadro, a associação solicita ações envolvendo várias secretarias. "A BM se esforça, mas só uma operação completa pode fechar estabelecimentos irregulares.' Outra reclamação se refere a moradores de rua. 'Além das fezes, o acúmulo de comida e lixo atrai ratos e baratas".
-> Projeto do Centro Histórico é para 2008 Deve ter início neste ano o segundo projeto de sinalização turística, o do Centro Histórico da Capital, com recursos em torno de R$ 300 mil, disponibilizados pelo Ministério do Turismo e pela prefeitura. A área que receberá placas, com informações em três idiomas, corresponde ao espaço entre praça da Matriz, praça da Alfândega, rua dos Andradas, corredor cultural (Santander, Margs e Memorial), Usina do Gasômetro e Mercado Público.
Quem sobe a avenida Borges de Medeiros não pode fazer a conversão à direita na rua Riachuelo porque impediria a passagem livre de pedestres, situação que só se resolveria com uma sinaleira de três tempos. Mas não é o que ocorre. Após as 18h, quando a presença de azuizinhos é ainda menor, boa parte dos motoristas entra direto na Riachuelo.
Mendigo Mercosul
Como estamos vivendo de globalização, até mesmo a mendicância se insere no contexto. No caso, do Mercosul. Um mendigo é visto pedindo esmolas pelas ruas do Centro da Capital com um cartaz onde se lê o seu país de orígem. Pelo visto, o mercado esmoleiro na terra de Tabaré Vasquez está muito concorrido.
>>>>Confira o vídeo<<<<
Este vídeo é um trabalho feito por estudantes de jornalismo da Famecos (PUCRS) sobre a situação dos moradores de rua em porto alegre. Neste vídeo mostramos duas organizações beneficentes que prestam auxílio e levam comida e agasalho aos pobres.
Quem passa pelo Centro certamente deve ter percebido as centenas de lixeiras instaladas pelas ruas, praças e avenidas de Porto Alegre. A iniciativa é excelente, pois elas viraram artigos raros na cidade. Antes tarde do que nunca, já que a atual gestão Fogaça assumiu em 2005, mas as realizações começaram somente no final de 2007. Assim como as lixeiras.
O material utilizado na produção das lixeiras é de boa qualidade, com aço galvanizado. Em eventuais incêndios, elas dificilmente serão destruídas. Nas ações de vandalismo mais corriqueiras, as lixeiras são mais resistentes.
O formato das lixeiras é moderno, facilitando o trabalho dos garis. Os funcionários da prefeitura param na frente dela com o carrinho de lixo e apenas viram a lixeira para que os resíduos caiam diretamente dentro do carrinho.
Mas, prestando mais atenção, podemos perceber que ela é bem parecida com algo bem menor, com chocolate ao redor e com uma surpresa, que não era lixo, mas um brinquedo.
Esta aí um bom símbolo para administração do atual prefeito. No entanto, a gestão do poeta peemedebista não é uma boa surpresa, como a que tem dentro de um Kinder ovo, mas representa muito bem o que tem dentro das modernas lixeiras da prefeitura.
A prefeitura deve abrir licitação nos próximos meses para fazer uma reforma na Praça da Matriz. O projeto, em fase final de elaboração, prevê a recuperação do passeio e da iluminação e paisagismo. A limpeza do monumento a Júlio de Castilhos não está incluída. Ainda faltam detalhes para o lançamento da licitação. Degradada e refúgio de moradores de rua durante a noite, a praça já motivo de reportagem do blog Marco Zero.Para o secretário municipal de Planejamento, José Fortunati, a recuperação do espaço passa pela organização conjunta entre poder público e moradores do entorno. Ele, que também é vizinho da Matriz, diz que a secretaria deve fazer reuniões com a associação de moradores para definir as medidas de preservação do espaço.
Andar pelo Centro está difícil. São lajotas soltas, marquises caindo, lixo nas ruas, pichações em excesso, iluminação precária e insegurança. O que fazer para o Centro voltar a ser o que era antes?Traçando uma linha sobre um mapa do Centro, começamos pela Avenida Mauá. No caminho pela autopista até o Gasômetro, conta-se nos dedos os prédios que não estão pichados. Aline Torres, moradora da Avenida Salgado Filho, diz ter a explicação. “Isso tudo é uma forma de alimento. O homem sobrevive da comunicação, isso é vital para a humanidade. A gente vê pinturas desde a arte primitiva até a arte considerada profana. Eu acho que a pichação também tem isso: a busca da auto-afirmação, essa busca pela comunicação desse homem perdido, contemporâneo”.
Para o advogado Felisberto Luisi, a pichação é uma questão de descaso público. “Falta conscientização às pessoas, uma consciência de respeito. Além disso, existe uma falha da Guarda Municipal, que não vemos fazer ronda, não vemos nas ruas. Justo ela que deveria zelar pela propriedade pública”.
A Secretaria Estadual de Segurança trabalha com o “disque-denúncia”: chamando pelo número 181 o cidadão pode denunciar abusos contra o patrimônio público.Luccas Priotto, morador da Rua João Manoel e amante dos restaurantes da Rua dos Andradas, desce praticamente toda a semana para a Rua da Praia em busca de uma a la minuta boa e barata. Com a comida se satisfaz. Com o que vê, não. “É impressionante chegar na Andradas, tem muito lixo pela rua. São sacolas reviradas, jornais espalhados...”.
Felisberto Luisi completa a tese e afirma que “esse eu considero o principal problema do Centro: a limpeza precária. Não vemos qualquer preocupação com o recolhimento do lixo”. Segundo Alecsandrus Peccin, webdesigner, o real problema é que esse nosso patrimônio histórico não recebe seu devido valor pelo próprio cidadão. "As pessoas jogam seu lixo na rua depois de passar o caminhão da coleta. Aí fica tudo no chão para os ratos, vira-latas e baratas fazerem a festa!”.Em meio às adversidades, a nostalgia e a busca pela solução começam a imperar. “O Centro já teve melhores épocas. Isso aqui era uma maravilha, não era esse mercado persa que é hoje, com todo mundo vendendo tudo nas ruas. Não há beleza. Se a prefeitura cuidasse mais, colocando jardins e flores, por exemplo, o Centro ia ficar melhor, ia ter um aspecto melhor. Mas não é só isso. A prefeitura também tem que investir em guardas para instruir a população, como na Europa. Lá, se alguém joga um papel de bala no chão, o guarda faz o cidadão juntar e colocar no lixo. Se o pedestre atravessa a rua quando o sinal está verde para os carros, leva multa do guarda!” exclama Sônia Felix de Oliveira, escritora e professora de história.Chegando à Avenida Borges o problema é outro, mas não menos grave. Morador da Rua Riachuelo, o repórter fotográfico Marcelus Trois acusa que as lajotas soltas irritam. "Em dia de chuva não tem como andar pela quadra. O tênis encharca e as calças chegam a manchar, de tanta água suja que sai debaixo dessas calçadas". Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Viação em seu Código de Edificações de Porto Alegre, de 27 de outubro de 1992, “é da responsabilidade do proprietário manter permanentemente em bom estado de conservação as áreas de uso comum das edificações e as áreas públicas sob sua responsabilidade, tais como passeio, arborização e posteamento”.
No entanto, o poeta Lucas Pires, culpa o sistema pelo tamanho abandono. “A fiscalização do poder público não existe. Mas tem também o outro lado da moeda: o morador vai à rua, se irrita com as calçadas, xinga o governo em voz baixa, chega em casa, desconta tudo em uma briga com o filho, o vizinho ou a mulher e após isso vai ver a novela e esquece do que aconteceu. Como a situação irá melhorar se a população não botar a boca na rua?”.
Gerente operacional de um hotel próximo à Praça Otávio Rocha, Baltazar da Silva concorda que isso tudo é um descrédito que um vai deixando para o outro. "A fiscalização da prefeitura não funciona e acaba refletindo no morador, que também não coopera. É aquela velha história: ‘não é porque não é meu que eu não vou cuidar’. Resumindo, falta uma conscientização dos moradores e um pouco mais de atenção do poder público”.
O diretor da Divisão de Controle da SMOV, Paulo André Machado, foi procurado pela equipe de reportagem, mas não foi encontrado. Mesmo assim, a secretaria avisa que possui uma Seção de Fiscalização da Secretaria de Obras, onde três equipes de agentes fiscais controlam obras em execução na cidade e calçadas que estejam em desacordo com a legislação municipal, e agem sancionando penalidades aos infratores.
Contudo, quem entra na página na internet da SMOV, percebe que a última fiscalização ocorreu em 2005, com a campanha “Calçada Nota Dez”. Se bem que basta caminhar pelo Centro para ver que a legislação está bem longe de ser cumprida.
Se a praça principal de uma cidade pode ser considerada seu cartão-de-visita, Porto Alegre está mal na foto. Rodeada pelos Três Poderes e pelo Theatro São Pedro, a Praça da Matriz está suja, feia e às escuras. Para Donatilla Garbinatto Leipnitz, 71 anos, existe um descaso com a área. Abaixo, o relato da moradora, que, triste por ver a praça abandonada, sugeriu esta reportagem:
"É uma vergonha a situação da Praça da Matriz. É a mais importante da cidade e não tem condições de receber os turistas. O monumento a Júlio de Castilhos está todo pichado, as lâmpadas, quebradas, e os canteiros, sujos. Moro há 15 anos no Centro e sempre adorei ir à praça. Até 2006, ia diariamente cuidar das hortênsias que eu plantei. Depois que a Smam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) retirou as flores, desanimei. Não entendo por que a praça não tem flores! Só vegetação rasteira, que facilita na hora de os sem-teto procurarem local para dormir. Os turistas também se surpreendem. O pior é o espanto deles com a falta de informações. Como gosto de conversar, conheci muitas pessoas de outras cidades e outros estados aqui. Eles me perguntam onde é o Palácio do Governo, o que funciona em tal prédio etc. Nos finsde semana, as pessoas querem visitar oPiratini,...
Foto: Divulgação Gov. RS
...e está fechado. Já levei senhoras para usar o banheiro da minha casa, porque não há banheiro público no entorno. Domingo, quando não há varrição da prefeitura, eu mesma recolho resíduos, porque tenho vergonha de apresentar nossa praça neste estado. À noite, moradores de rua tomam conta da área, fazem necessidades nos canteiros, jovens bebem e se drogam. Não se vê um policial na região. Até tentei intermediar a adoção da praça por um supermercado, mas ninguém me deu bola na Smam. Lamento que tenha passado o aniversário da cidade e ninguém tenha feito nada por este lugar".
Foto: Site Pampas
Como você pode ajudar
Leve seu cão na guia e recolha seus dejetos
Coloque o lixo sempre nas lixeiras
Não deixe seus filhos jogarem bola fora do playground
Denuncie atos de vandalismo ao disque-pichação pelo telefone 153
Doações para sem-teto devem ser encaminhadas à Fasc, que recolhe o material. Telefone: 3289-4913
Atenção
Mesmo com boas intenções, você não pode intervir no paisagismo da praça ou em seus equipamentos. Não é permitido plantar em áreas verdes públicas.
A Ponte de Pedra é um monumento histórico da cidade de Porto Alegre. Está situada no local denominado Largo dos Açorianos. Antigamente cruzava o arroio Dilúvio e era a única ligação entre as chácaras do sul e o centro da cidade. Segundo informa o cronista Pereira Coruja em Antigualhas, quando o Conde da Figueira, governador da Capitania entre 1818 e 1820, mandou abrir o "Caminho de Belas", hoje correspondente à Av. Praia de Belas, ainda não havia ponte para ligar a cidade com a margem esquerda do Riachinho.
Diz o cronista: "atravessava-se o riacho 'calcante pede' no tempo de verão em que apenas dava água pelos machinhos". Pouco depois, entretanto, no governo do Visconde de São Leopoldo, cerca de 1825, mandou-se construir, com subscrição de moradores interessados na obra, uma ponte de madeira sobre o Riacho, junto de sua foz no Guaíba, um pouco mais abaixo da atual Ponte de Pedra. Essa primeira ponte de madeira sofreu repetidos danos e passou por várias reconstruções.
Em 1830, a ata da Câmara Municipal fala em "ponte novamente reedificada" sinal certo de que a primeira já fora reconstruída. A segunda, depois da enchente de 1833, se encontrava seriamente danificada "por ter dado de si os encontros e a maior parte das madeiras estavam podres", conforme se lê em um orçamento de conserto feito pelos construtores Laureano A. Dias e Evaristo Gonçalves de Ataíde.
Essa precária ponte do Riacho, foi registrada na planta de L. P. Dias, do ano de 1839. Mas não se imagine que houvesse sido consolidada pelos repetidos consertos: em 1844, a Câmara Municipal tomava a dirigir-se ao presidente da Província, fazendo sentir "a grande necessidade que há de compor-se a ponte do Riacho desta cidade, visto que não tem guardas e acha-se bastante arruinada".
O Conde de Caxias, que era então o presidente, ainda uma vez mandou consertar a ponte de tábuas, mas tomou a decisão de fazer construir obra sólida e definitiva. É o que expõe em seu relatório de 1.° de março de 1846: "Depois de ter mandado consertar por várias vezes a ponte de madeira do Riacho, nesta cidade, tive por mais vantajoso, atendendo ao seu estado de ruína, de fazer construir nova ponte de pedra na embocadura da rua da Figueira, como lugar mais favorável ao trânsito público; feita a planta e o orçamento, pôs-se a obra em arrematação e já nela se trabalha”.
Apesar de já se trabalhar nela no princípio de 1846, a Ponte de Pedra só foi posta em condições de utilização em março de 1848. Até então, continuara servindo precariamente a ponte de madeira.
Na ata da sessão de 22 de março de 1848, da Câmara Municipal, consta a leitura de ofício do vice-presidente da Província participando que a Ponte de Pedra no Riacho, posto que não concluída, estava capaz de dar passagem ao público, podendo por isso trancar-se a ponte de madeira. As obras de canalização do Riacho, um século mais tarde, deixaram ociosa a obra mandada construir por Caxias.
Foto: Eurivan Barbosa.
Em 1937 o arroio começou a ser retificado e a ponte perdeu a sua função, mas sobreviveu como memória daqueles tempos. Transformada em monumento urbano e testemunha do passado, o monumento de pedra foi tombado pelo município em 1979 e ganhou um espelho d'água sob os seus três pilares em arco, embora o nível da água tenha sido estabelecido bastante alto, acima dos seus pilares que usualmente ficavam à vista. Seu aspecto atual é o mesmo quando sob uma condição de enchente.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) não implantará rodízio de carros na circulação da capital. Segundo o Secretário Municipal da Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, não há necessidade, atualmente, para este tipo de medida.
“Os congestionamentos existentes não são determinantes para uma medida drástica como esta. Além disto, onde foi aplicado, como nas cidades de São Paulo e México, por exemplo, não alcançou os objetivos desejados. Pelo contrário, a frota não diminuiu, já que muitas pessoas compraram carros velhos, poluindo ainda mais o meio ambiente”.
O projeto para implantação do rodízio de carros é do Vereador Mário Fraga (PDT). Será votado na Câmara Municipal e, se aprovado, enviado ao executivo para apreciação. Atualmente são 591 mil veículos registrados em Porto Alegre (dados do Detran/2007).
Prédio da Faculdade de Medicina da UFRGS é um dosexemplos (Foto: Ricardo André Frantz ).
Quando chega o mês de agosto, a cidade inicia o processo de troca de estação. A primavera volta a reinar em Porto Alegre. Também é o mês de formação das colônias de morcegos, mamíferos que preferem locais quentes e escuros e atormentam a rotina de comerciantes, moradores e circulantes durante a temporada de calor.
José Menezes, 65 anos, representa a exceção para confirmar a regra. Sócio de um estacionamento localizado na Rua Duque de Caxias, o empresário relata que há onze anos está no local e jamais presenciou um morcego no estabelecimento: “Isso posso afirmar com clareza: o que não temos aqui é morcego, ainda bem”, comemora. Basta caminhar 100 metros ao lado e o contraponto é notável.
O Residencial Don Felipe, situado no mesmo logradouro, é um antro dos animais que se comunicam com seus sons de alta freqüência. O zelador do condomínio, Eduardo Corrêa, reclama da invasão todo o verão, porém resigna-se sabendo da dificuldade de evitar a companhia dos invasores: “É um problema que já estamos acostumados”.
O fator de atração desses animais silvestres é o alimento em abundância encontrado em zonas urbanas, coloca Soraya Ribeiro, coordenadora do Programa de Conservação de Fauna Silvestre da SMAM (Secretaria Municipal do Meio Ambiente). Soraya explica que a Secretaria apenas passa informações referentes aos hábitos de vida e medidas que impeçam a instalação destes animais em locais de moradia, e não faz o trabalho de remoção de colônias: “O órgão não pode fazer a remoção de colônias. O que fazemos é explicitar ao cidadão os riscos e a profilaxia do problema”.
Para a vereadora Neuza Canabarro, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, a existência da espécie deve ser controlada pelos moradores dos prédios afetados. E alerta sobre o perigo da instalação dos morcegos: “O ambiente habitado por eles é propício ao desenvolvimento de doenças. É preciso utilizar proteção especial como máscaras, luvas e óculos”.
Por estar em extinção, é proibida a matança desses animais: o ato é considerado Crime Ambiental. Portanto, a melhor forma de afastá-los de nossos lares é prevenindo.
Vistoriar freqüentemente telhados, persianas e chaminés e instalar redes junto à copa da árvore são formas de se proteger do mamífero, que é capaz de entrar em frestas de até um centímetro e meio.
O ideal para o início do trabalho preventivo é entre abril e agosto, meses em que os morcegos dão uma trégua aos cidadãos porto-alegrenses.
A mostra Porto Alegre em Imagens, localizada em frente ao Paço Municipal, resgata as mudanças urbanas, sociais, econômicas e políticas da Capital. A exposição, que faz parte da programação 49ª Semana de Porto Alegre, apresenta uma seqüência de fatos e acontecimentos da capital dos gaúchos, nos últimos 60 anos, com 120 imagens do acervo municipal da segunda metade do Século XX à atualidade. A organização é de Eunice Batista Laroque.
O projeto também evidencia o cenário político do país e do Estado e apresenta aspectos do projetos desenvolvidos pelos prefeitos que governaram Porto Alegre, desde Ildo Meneghetti, nomeado em 1958, até os dias de hoje.
Onde?
Paço Municipal, Praça Montevidéo, 10, Centro, em frente à prefeitura
O Paço Municipal de Porto Alegre, também conhecido como Prefeitura Velha é um dos mais famosos edifícios históricos da Capital. O local foi tombado pelo município em 21 de novembro de 1979 e passou por uma reforma total em 2003, adaptando diversos espaços internos para exposições de arte e para guarda do acervo artístico da prefeitura gaúcha. O gabinete do prefeito se encontra neste prédio.
Ahaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
E ai, o leitor pensante sabe quantos anos Porto Alegre está fazendo?que dia é aniversário da cidade? e quais os lugares que mais agradam no Centro da Capital?
Uma das mais importantes casas de espetáculo de Porto Alegre deixará o aluguel e ganhará sede própria. Quando? Isso é uma incógnita.
O novo prédio do Teatro da Ospa, atualmente localizado na avenida Independência, deverá ser construído no Centro da capital, próximo à Câmara Municipal. A área destinada ao teatro fica junto ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. Acima, reprodução do projeto de como ficaria a sede do Teatro da Ospa, na avenida Loureiro da Silva.
No entanto, diversas polêmicas estão em torno dessa obra de importância cultural. Em fevereiro de 2007, por incrível que possa parecer, moradores do Centro e ambientalistas se manifestaram contra a construção da sede da Ospa na área do parque. Na ocasião, o maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico da orquestra, reagiu com uma forte declaração. “A atitude provinciana de uma minoria não pode prejudicar o interesse de toda uma cidade”, afirmou o músico.
Ainda em março de 2008, deve estar finalizado o projeto arquitetônico do entorno do teatro. Um prazo de mais 60 dias é estimado para a entrega do relatório de impacto ambiental, primeiro passo para o teatro sair do papel.
A questão merece análise e reflexão do editor e dos leitores do blog Marco Zero. O Centro de Porto Alegre ganharia mais uma atração cultural. A Ospa é respeitadíssima e tem enorme respaldo cultural. É de se estranhar por que até hoje, a orquestra não tenha uma casa própria.
No Centro da cidade, o teatro estaria mais próximo da população, ainda mais, ao lado do Centro Cultural da Usina do Gasômetro, junto ao “Parque da Harmonia” e às margens do Guaíba. Na área central, o espaço poderia até mesmo popularizar a música erudita.
Os aspectos negativos levantados são provenientes de ambientalistas e de moradores do Centro. A questão dos ecologistas até é de se compreender, pois eles alegam que a edificação numa área verde pode prejudicar a flora e a fauna do local. Hum, sim, tem consistência. Mas o que os moradores alegam?
Envie sua opinião sobre a construção do Teatro da Ospa, no bairro marco zero da cidade. Se for contra, melhor ainda, pois poderemos debater. Se for a favor, também mande suas justificativas. Essa é uma boa discussão.
O Centro é a área de Porto Alegre que, por sua antigüidade, concentra a maior parte dos marcos históricos da Capital. Um passeio pelas suas ruas permite reconstruir a história de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.
Na Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), começou a história de Porto Alegre, com a sua primeira igreja. Ali também teve início a Revolução Farroupilha, graças ao exaltado pronunciamento feito por Bento Gonçalves na Assembléia Legislativa.
Pela Rua da Praia desfilaram as tropas gaúchas que participaram das maiores revoluções do país — como a Revolução de 30.
Na praça da Alfândega, o cais do porto marcava o ponto de contato do Estado com o resto do país e do mundo: até a década de vinte deste século, a navegação de cabotagem era o principal meio de transporte de cargas e passageiros. Na rua Professor Annes Dias, a Santa Casa de Misericórdia é um marco de quase dois séculos da medicina no Estado.
Essas histórias — e as estórias dessa história — estão traduzidas nos diversos edifícios do Centro. Há um precioso patrimônio arquitetônico a ser preservado. E que, por sua vez, é muito pouco conhecido pelos próprios moradores da cidade.
Na fachada da Biblioteca Pública há um raríssimo calendário positivista. E, no seu interior, salas cujas decorações homenageiam culturas tão diversas como a egípcia e a mourisca. No Paço Municipal, a prefeitura velha (na foto), uma estátua da Justiça contempla os porto-alegrenses. Essa é uma das raríssimas estátuas da Justiça, no mundo, que não tem os olhos vendados, mas poucos sequer a vêem.
Na rua General Câmara (rua da Ladeira), na esquina com a rua dos Andradas (rua da Praia), um prédio em estilo art noveaux resiste, intacto, ao tempo. Sua porta, altamente ornamentada, sobrevive a consecutivas camadas de pintura com a mesma beleza que tinha quando foi inicialmente esculpida.
Exemplos como esse se multiplicam, em locais como a Praça Senador Florêncio (Praça da Alfândega), onde o Banco Safra ocupa um conjunto arquitetônico formado, antigamente, por uma farmácia e um cinema, e o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o prédio do Correio (correio velho, visto que há um correio novo logo atrás) formam um dos mais conhecidos cartões postais da cidade.
O próprio nome das ruas, praças e prédios se constitui em uma história à parte. O Centro é o lugar onde as denominações originais das principais ruas e praças se mantêm intactas, graças ao uso popular. A Rua da Praia, a mais central, é, na verdade, a Rua dos Andradas.
E é no Centro que está "A Paineira", assim denominada e aceita por todos os habitantes em uma cidade em que há milhares de paineiras, e que é um ponto de referência da rua Sete de Setembro.
Por outro lado, é no centro que se encontram alguns dos principais locais de irradiação cultural da cidade. Basta lembrar que ali estão o Museu Júlio de Castilhos, a Casa de Cultura Mário Quintana, a Usina do Gasômetro, a Biblioteca Pública, o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o Museu da Companhia Estadual de Energia Elétrica. Por Rodney Silva
Deu pra ti Baixo astral Vou pra Porto Alegre Tchau
Quando eu ando assim meio down Vou pra Porto e...bah! Tri legal Coisas de magia, sei lá Paralelo 30
Alô tchurma do Bonfim As gurias tão tri afim Garopaba ou Bar João Beladona e chimarrão
Que saudade da Redenção Do Fogaça e do Falcão Cobertor de orelha pro frio E a galera do Beira-Rio
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Porto Alegre é Demais - Isabela Fogaça
Porto Alegre é que tem Um jeito legal É lá que as gurias etc. e tal
Nas manhãs de domingo Esperando o Gre-Nal Passear pelo Brique Num alto astral
Porto Alegre me faz Tão Sentimental Porto Alegre me dói Não diga a ninguém Porto Alegre me tem Não leve a mal A saudade é demais É lá que eu vivo em paz
Quem dera eu pudesse Ligar o rádio e ouvir Uma nova canção Do Kleiton/Kledir
Andar pelos bares Nas noites de abril Roubar de repente Um beijo vadio
Porto Alegre me faz Tão Sentimental Porto Aegre me dói Não diga a ninguém Porto Alegre me tem Não leve a mal A saudade é demais É lá que eu vivo em paz
Porto Alegre me dói Não diga a ninguém Porto Alegre me tem Não leve a mal A saudade é demais É lá que eu vivo em paz
Porto Alegre é demais...!
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Anoiteceu em Porto Alegre - Engenheiros do Hawaii
na escuridão a luz vermelha do walkman
sobre edifícios a luz vermelha avisa aviões
nas esquinas que passaram nas esquinas que virão verde, amarelo, vermelho espelho retrovisor
| anoiteceu em POA | | anoiteceu em POA |
na escuridão só você ouve a canção eu vejo a luz vermelha do teu walkman
sobre edifícios no 30º andar uma flor vermelha nasceu
nas esquinas que passaram nas esquinas que virão há sempre alguém correndo fugindo da "Hora do Brasil"
| anoiteceu em POA | BRASÍLIA, 19 HORAS ESTA É A VOZ DO BRASIL |anoiteceu em POA |
na zona sul existe um rio nesse rio mergulha o sol e arde fins-de-tarde de luz vermelha de dor vermelha vermelho anil
atrás do muro existe um rio que na verdade nunca existiu mas arde fins-de-tarde de luz vermelha de dor vermelha vermelho anil
| aconteceu a meia-noite| | anoiteceu em POA | | aconteceu a noite inteira | | aconteceu em POA |
quinze pr'as duas ruas escuras quem tem o mapa? qual é a direção?
duas e meia castelos de areia cabelos castanhos estranhos sinais
já passa das três ...pela última vez... de hoje em diante só uísque escocês
cinco da manhã nada diferente chegamos finalmente ao dia de amanhã
| eu trago comigo os estragos da noite | | eu trago comigo os estragos da noite | | eu trago comigo os estragos da noite | (escondo meu rosto entre escombros da noite)
um ditador deposto marcas no rosto um gosto amargo na boca uma certeza só uma certeza: "da próxima vez, só uísque escocês"
duas fichas telefônicas um telefone que não pára de tocar (ninguém atende) eu não entendo 'tão fazendo onda 'tão fazendo charme um alarme de carro que não pára de tocar
| eu trago comigo os estragos da noite | | eu trago comigo os estragos da noite | | eu trago comigo os estragos da noite | (não nego, não nego, não)
uma canção no rádio uma versão mal traduzida um pastor exorciza na rádio de um táxi AQUI ESTAREMOS EM NOME DE JESUS uma certa impressão...uma certeza imprecisa PRA PEDIR AO ANJO DEUS "?quem não precisa de uma versão, uma tradução?"
um ditador deposto marcas no rosto um gosto amargo na boca e a certeza de que o último dia de dezembro é sempre igual ao primeiro de janeiro
| eu trago comigo os estragos da noite | | eu trago comigo os estragos da noite | | eu trago comigo os estragos da noite | (meu reino por um rosto, pelo resto da noite)
noites que passaram noites que virão noites que passamos lado a lado em solidão noites de inverno noites de verão noites que viramos esperando o sol nascer esperando amanhecer esperando o sol nascer
| amanheceu em POA | | amanheceu em POA | | amanheceu em POA | amanheceu...
*SEIS HORAS QUINZE MINUTOS ZERO SEGUNDO
recomeça tudo lá fora "here comes the sun" "the sun is the same in the relative way but you are older"
*SEIS HORAS VINTE MINUTOS ZERO SEGUNDO
recomeça tudo lá fora nas esquinas, nas escolas um litro de leite meio quilo de pão
*SEIS HORAS TRINTA MINUTOS ZERO SEGUNDO
recomeça tudo lá fora neguinho da Zero Hora vende manchetes quinze pr'as sete da manhã nada diferente chegamos finalmente ao dia de amanhã...